De Volta ao Jogo

Eu sempre fui um rebelde de coração. Referências, reflexos, paixões e vícios se tornaram um feixo de luz sem fim diante a jornada. E no fim, com base em uma moral avassaladora, isso se tornou um molde, um dos bons eu me refiro. Claro, que diante o senso comum, e a eterna torcida contra, algo muito comum por aqui, críticas e desentendimentos não faltarão. Mas isso é um problema de cunho quase sempre pessoal , não reflete a sua realidade e faz parte do jogo. Jogo!!! Na verdade, é disso que gostaria de falar.

De tempos em tempos um período sabático se faz necessário. Reconsiderar critérios, medidas e valores. Resumindo; se reinventar. E sempre que o mundo balança, e a escuridão sorrir para você como uma bela dama de grossos lábios vermelhos, a música ressurge com sua luz devastadora. Um norte, épico e único com a ímpar capacidade de alavancar desejos, vontades e sonhos.

E lá está você depois de anos a fio, embasbacado não com o que o mundo e o seu entorno lhe oferece em dor e sofrimento. Mas sim, na disparidade única da beleza artística, o simples ressoar de tons, acordes ou a longevidade de uma nota rara. A capacidade, a vibração, o arrepio, é pra poucos, isso é um fato. E é aí que você entra. Não por se achar especial. Mas apenas se sentir grato por perceber o acachapante e minucioso detalhe envolvido em todo o processo, porém, infinitamente distante para qualquer tipo de “forasteiro artístico”. Você pode sim, à sua maneira ‘’social networking’’ comprar seu lugar na música, o que não significa que ela irá sorrir pra você. É como disse, mudar o jogo é pra poucos. Mas a real profundidade da dor vai muito além do corte que se vê.

Sendo assim, o segundo semestre desponta com um brilho diferente para mim. Algo como um caloroso abraço com sorriso ao canto da boca. A agenda cheia em agosto e setembro é um sinal claro disso. Principalmente por ser um nicho subestimado. Quase invisível. Mas, cabe a você o que e quanto determinar disso tudo. Claro que, espectros sombrios e almas vis remexerão em agonia extrema diante tal feixe de luz, como de costume.

A realidade por aqui, ou o que acontece no mundo real, fora da bolha de ficção ou o famigerado mundo da lua com megalomania, ainda é uma página em branco. Preenchê-la pode não fazer muita diferença. A caixa preta do avião ‘’ arte’’ é feita de espinhos e dissabores. As lições são mais mentais e de leitura do que qualquer outra coisa. O esquecimento ou a máxima do ‘’tanto faz ‘’, uma certeza. A era do ressentimento deveria ser pulverizada por generosidade e grandes corações. Infelizmente o que temos é o inverso desse cenário.

Na música, ou você aceita o alvo nas costas e carrega o mundo sobre os ombros, pagando toda sorte de preço, sendo tão bom que eles não podem te ignorar, ou; você se rende a vilania galgando o cume da montanha de hipocrisia, estampando a mediocridade e um imenso saco de mentiras onde quer que vá. Eu, há muito escolhi a primeira opção. Mas não julgo quem não o fez. Heroísmo artístico é tão raro quanto talento. É como dizia Andy Warhol; tudo tem sua beleza, mas nem todo mundo consegue ver. Já eu, digo ; No final o que fica é quem você é não quem você gostaria de ser.

L.M

Herói Descartável

Já se perguntou quanto vale seu comprometimento ? Ou pelo menos o que entendem pelo seu comprometimento, mesmo que leituras equivocadas sejam feitas por olhos desavisados atropelando processos, impondo pontos de vista unilaterais ou sabotando momentos? Infelizmente a resposta é uma grande máxima; o que é importante para você pode não ser para mais ninguém, e você deveria acostumar – se a isso. Quanto antes melhor.

Para tentar se adequar ao tecido da realidade de uma forma menos dilaceradora, vão colocá-lo em algum formato já decidido. A famosa prateleira. Provavelmente, no intuito de achatá-lo socialmente, como no provérbio japonês onde o prego que se destaca é martelado para baixo.

O provérbio aqui, é uma alusão à crítica ou uma forma de lidar/entender a competência ou sucesso alheio. O que aos poucos vai se tornando um dos grandes problemas da atualidade. Ao menos no que diz respeito a capacidade e seus reveses.

A alta performance musical, fruto de décadas de trabalho, é um mérito inegociável ao longo de sua jornada. Boa parte dos artistas no afã de serem aceitos, e assim deslancharem a carreira, acreditam que a alta performance aliada ao seu sacrifício pessoal, os levarão ao mais alto patamar musical (mesmo que não apresentem capacidade para tal). O que acaba sendo um erro devastador tão logo o dia termine. Há uma escolha antes do processo. E dificilmente um acontece sem o outro. O caminho é feito de espinhos e tormenta por toda a trajetória, não se engane. Por tanto, ao atingir o objetivo, por mais louvável que isso seja, não te faz especial. Na verdade, nada faz.

Parafraseando Buckowiski que dizia que o pior que poderia acontecer a um escritor é conhecer outro escritor, da mesma forma a máxima se aplica ao guitarrista ou músico/ artista em geral. O problema reside quando pseudo artistas ou recém envolvidos no campo musical não levam em conta a trajetória ou expertise desse artista em questão. O resultado pode ser uma cicatriz longa, profunda e um espírito quebrado.

Rever o quadro, avaliar o todo mesmo em momentos de acerto, parece a melhor trajetória a longo prazo. Mesmo que poucos optem por esse caminho. Afinal, o sucesso para alguns é uma eterna e infalível receita de bolo.

Uma boa parcela do tempo o artista de alta performance toca pra leigos. Estabelecendo o conflito da alta performance com a invisibilidade do trabalho de artista terceirizado. O que o coloca no mesmo patamar, de uma maneira grosseira, do incapaz. Pra que a situação ganhe contornos ainda mais dramáticos, essa mesma leitura pode acontecer dentro dos seus próprios limites de ação, entre amigos e pessoas próximas.

A grande e arrebatadora verdade aqui, é que, mesmo acima de um hall de pessoas sem a mesma dedicação, trajetória ou até condição mínima, o fim é sempre certo para todos. Entre o Olimpo musical e a sarjeta do abandono, meia dúzia de licks, escalas ou um super e caro pedal antigo, em nada lhe ajudarão. Nessa hora, você vai torcer pra ser alguém de verdade; carne, osso e realidade.

O que eu quero dizer aqui, com os imprestáveis trinta anos de experiência, é que você deveria ser quem você nasceu para ser (Independente da pressão, das críticas e o desprezo). Não quem você desejaria, ou o que quer que pensem que você é. Abandonar o personagem é a diretriz máxima da verdade e sobrevivência artística.

Há um seta apontando vertiginosamente em direção ao caos, caso você se importe de verdade com o que pensam sobre você. É mais uma vez sobre ser você mesmo, e não o que falsamente esperam de você. A minha opinião invisível é que ninguém deveria dar ouvido a esse mar de covardes que se arrastam entre frestas e sombras. Afinal, como disse Churchill; você nunca vai chegar ao seu destino se parar e atirar pedras em cada cão que late.

L.M

O incômodo da verdade absoluta

Definitivamente a transparência e honestidade tem seus limites. Infelizmente. A grande verdade é que uma parcela imensa das pessoas, sobretudo as de senso comum, tem muita dificuldade em lidar com a verdade absoluta. Isso quer dizer que a realidade é um grande incômodo para elas.

A cultura padrão ou o livro do bom senso social, incita que para um convívio saudável, as pessoas esgarcem sorrisos falsos e se dediquem na obscuridade sem fim, pela sua desgraça absoluta (o que mostra de onde veio o sucesso das redes sociais). É claro, que alguns o fazem sem perceber, e não se dão conta da lacuna moral que os aflige. Portanto, um imenso Hall de desculpas se faz cada vez mais presente em todos esses círculos.

Há pessoas que investem boa parte do tempo na total desconstrução alheia, a maior parte desse tempo, travestida de conselhos, vida pessoal (geralmente um Zé ninguém com pose de bem sucedido) e boas intenções.

Na absoluta incapacidade de amar, essas pessoas são dotadas de dois mecanismos, algo como um sistema de defesa único e pessoal; o controle obsessivo/paranoia ou a frieza reptiliana (essa segunda gira em torno do não entendimento da sua própria cercania). Os dois quadros mostram facetas distintas de uma personalidade doentia. Fruto de um ambiente nocivo e destrutivo, provavelmente na adolescência, baseado em críticas, desprezo e o descrédito abissal.

Na busca frenética de terceirizarem o erro, estão sempre no encalço de culpados (pessoas próximas caem como uma luva). E assim, abstraem da realidade como um caramujo de volta à sua concha chamada ficção.

Inevitavelmente são o reflexo, a imagem ainda mais sombria, o destino devastador, de quem os moldou.

A dificuldade de seguir em frente com sonhos, projetos e missões, uma constante entre eles, revela muito mais do que simples inconstância. Assim, estão sempre presos à roda tortuosa do recomeço. Uma eterna tarefa de Sísifo. Porém, livres do fracasso, mas isso, apenas em suas mentes.

Não raro, projetam fantasmas inexistentes e rupturas sem sentido, tudo no breve e malfadado ‘’no sense”, de singrarem a Nau da tragédia em direção ao abismo. Esse tipo de coração sombrio pode engolir tudo à sua volta. Como um enorme buraco negro do horror.

Tal qual os clássicos psicopatas da literatura, podem até emular sentimentos, mas são incapazes de empatia pura e simples. Sobretudo a verdade absoluta. Como dizia Chesterton ; agir e criticar é fácil; difícil é pensar.

Mas o destino nada misericordioso reserva um lugar especial a esses infelizes : Solidão e ressentimento.

Mimados, medíocres e presunçosos, se tornam aquilo que mais tentaram evitar por toda a vida.

Meu conselho? Não espere que um vaso agradeça por colar os cacos e devolvê-lo à prateleira.

L.M

Live Instagram

Hoje às 20:00 horas no Instagram @maldonalle – farei uma Live. No repertório, clássicos e tracks lado B do sueco mais resiliente não só da Escandinávia mas de todo o Globo, Yngwie Malmsteen.

A ideia, e eu já venho fazendo isso há um tempo, é reforçar o estudo, que aconteceria de toda forma, mas aberto na plataforma do Instagram. O que permite durante aquela uma hora, ter um pouco mais de foco e concentração. Além é claro, de prestar uma homenagem artístico estilística ao meu herói da guitarra.

Se você tiver um tempo e puder aparecer será sempre bem-vindo. A Live também é aberta a bate-papo e interação, mesmo que os números e o fluxo beirem o desapontamento. 😦

Não é nada especial, mas dividir e compartilhar o compromisso me parece adequado. Espero vocês !!!

Live Instagram

Hoje Sexta-feira 17 de maio

Horário 20 horas

Instagram @maldonalle

L.M

O líder à frente da Banda

Hoje vou aproveitar a minha página em branco que é o blog, e a minha eterna invisibilidade como autor pra falar sobre a falsa generosidade, o receio da vitória alheia e o inimigo interior que quase sempre tudo bota a perder no cenário musical.

Você pode dividir projetos, sonhos e o que mais lhe for reservado, e no fim não conhecer muito sobre as pessoas que o cercam. Amigos de longa data podem atravessá-lo com a lâmina da traição sem que você sequer entenda como isso aconteceu. Assim como pessoas deixam sua vida sem uma única palavra.

Um navio Viking é içado ao mar através de dezenas de braços resilientes, mas à frente da proa, apenas um líder tem o olhar fixo no destino.

De tempos em tempos é necessário entender as mudanças, se adaptar e nunca perder a chama inicial que o trouxe até aqui. É o valor, a tradição e classicismo que fará diferença em tempos de modismos e tendências. E ziguezaguear nessa roda da fortuna, pode ser o seu fim.

O meio da música é repleto de armadilhas. De vaidade, e não raro, transborda em achismos, conformismo e falsos profetas com o poder da decisão. Algo como uma lanterna apagada na direção de um beco escuro e sem saída.

Se achar especial na música é quase como um suicídio artístico. Line ups clássicos que atravessaram turbulências e os ditames da época, gozam agora de credibilidade e reconhecimento, certamente a moeda fatal da longevidade musical.

Toda cena local terá sempre um urubu de plantão, um auto proclamado “ produtor cultural ” ou aquele festivalzeco que sempre rastejou na fresta da escuridão às custas de muito sangue alheio. A tez cada vez mais Alva, com o sangue ainda fresco de novas bandas em seu canino pontiagudo. Não acredite que pessoas assim, salvadores descolados, vão fazer algo por você. Se a música sorrir pra você, sorria de volta. O lugar dos vermes, é na sola da bota.

Uma banda é feita de dificuldades, descobertas, rompantes, entrega, idas e vindas, e no final, carinho e respeito. Nunca o desprezo ou o abandono. Nunca!

Nós somos os heróis. Todos nós que carregamos o sonho como um grande e pesado fardo sobre os ombros. Mesmo que seja uma só voz na multidão. É preciso acreditar, mesmo que todos apontem o contrário.

Os braços Vikings remam incansáveis, enquanto o líder, alvejado à frente da proa, segue incólume.

A opinião de fora, a crítica, e o ranço (o medo da vitória alheia), tentam entrar no grupo fechado como um vírus mortal. Uma simples piscadela, e o trabalho de décadas está comprometido.

É seu dever lutar até o fim. Acreditar. E atravessar o campo de batalha mesmo que isso custe a sua vida. Há uma família acreditando em você. É isso que o seu grupo é, uma família. Não os culpe por entenderem tarde demais. Afinal,há o mais belo dos adágios, ao fim dessa jornada. Acredite.

Aos meus irmãos Vikings de costas envergadas e remos em riste, eu digo: não ser compreendido pelo seu bando pode quebrar o seu espírito por um breve e dolorido momento, e isolá-lo como uma boia insana em alto mar. Mas também, pode lhe garantir por direito, um trono eterno à frente da proa.

L.M

Instagram – o voo do imbecil

Até onde vai um processo cognitivo de razoável aceitação ? Entre a vil escolha da bolha ficção e a dura realidade, boa parte de nós tem ficado com a segunda opção. Certamente entre a sofisticação da intelectualidade e o simplismo de afazeres cotidianos, temos enfiado o pé pela cabeça. Deveríamos arder de desejo pela literatura clássica, filósofos de ponta e historiadores comprometidos com a verdade. Mas ao invés disso, invertemos o padrão. Sofisticamos a imagem, o desejo, comida gourmetizada e foto de café com carinhas. Provavelmente no desgraçado afã de sermos aceitos e talvez, até, entendidos como casta de um sangue real, simplificamos ao ponto da imbecilidade o fatídico senso comum.

Enquanto a maioria dos pré-socráticos reviram no caixão, algum desavisado se torna a nova sensação em busca de likes nas redes sociais. O mais sacana e abjeto dos ratos se vende como um fabricante de generosidade movido pela sua incomum e acachapante moral superior. Finanças, vendas, estilo de vida, nômades e poliglotas, abarrotam a timeline do mais ignóbil dos mortais afim de esfregar a mudança e a grande oportunidade na sua cara estupefata.

A verdade é que a bolha em que vivem, um cabresto muito além dos olhos, não lhe permitem, ou melhor, os defendem da sinuosa realidade. Não raro, temos uma geração de idiotas lendo, pensando e escrevendo errado, e que mal sabem a diferença entre dever e direito.

O mix irreversível entre marketing pessoal e o significado de venda, sobretudo em uma sociedade abarrotada de adultos infantis, direciona não só as relações, afetividades e a cosmovisão, mas todo o seu significado infantil, para um público especificamente infantilizado. A mulher de cinquenta almejando chegar aos sessenta, com cabeça de vinte. Claro, a um passo do retardo(e dá-lhe materialismo). Vende-se a felicidade e o sucesso como uma espécie de commodities.

Jordan Peterson e Theodore Darymple respectivamente nos livros; As doze regras da vida e Podres de Mimados, nos dão uma ideia concisa e abrangente do que realmente está acontecendo. Há quem ache, no mais alto grau de descolamento da realidade, provavelmente com o intuito de estender o mérito de seu DNA, que crianças de três anos que usam IPad são biologicamente mais desenvolvidas. De concreto no estudo sobre isso, nada. Mas a vontade de ser especial vai muito além das estatísticas e literatura específica. Como resultado, uma parcela significativa da população se encontra confusa, e insatisfeita com a própria auto imagem projetada no que antes era apenas um projeto de marketing pessoal.

Por mais que a receita de bolo seja previsível, há ainda a bestificação e a esperança da consagração ou o simples eternizar de momentos em fotos ou vídeos, todos devidamente editados diante da hipocrisia e mentira. Você tem um minuto pra fingir que é feliz. 🙂

Mongolóides imbecis com o cabelo azul aos montes, cagam regras e desencorajam crianças a serem corretas, mostrando o seu deturpado e sem caráter, caminho fácil. A falsidade progressista estampada em cada trejeito analfabeto. Tudo isso, na aclamada posição de YouTuber. Ou se preferir, especificamente nesse caso, um idiota digital.

Na época de maior prosperidade e desenvolvimento da sociedade temos a maior carga de vitimismo e ingratidão. No país em que há o horror pelo conhecimento e um amor sem fim pelos pseudos intelectuais, não se pode esperar muito. Alfinetar os desafetos com uma vida bem sucedida no Instagram, mesmo que isso não traduza a sua realidade, parece ser a missão. Se esforçar em ser o que não é.

Com o voo do imbecil cada vez mais presente na sua timeline, stories e coisas do tipo, conseguiram elevar a rede a um inferno ao alcance de todos.

L.M

O que nunca te falaram sobre música

O Que nunca te falaram sobre música

Eu penso que ninguém em sã consciência gostaria ou sequer se permitiria ser arrastado para um pântano e ter a vida provavelmente ceifada por algum momento obscuro de escolha ou imposição. Isso é fato. Porém, não é o que acontece na música. Boa parte das pessoas sabe do fim dessa história. Algo como uma malfadada estrada do erro. E mesmo assim são incansáveis na jornada. Sonham acordados, sacrificam momentos e projetam as mais incríveis situações

mesmo que a recompensa à sua frente seja um queijo ardilosamente colocado em uma ratoeira.

Pra encerrar de vez o E- book, eu decidi falar um pouco sobre o que ninguém diz. O quanto você pode entrar nesse pântano citado, por livre e espontânea vontade.

“A música não é pra todos”. Você já deve ter ouvido por aí. E, sinceramente, foi como se um sopro de vontade lhe inflasse o espírito. Talvez, quanto mais difícil, mais dentro e longe no pântano se vai.

Ego e autoestima andam de mãos dadas na sua

formação musical. Plateias, elogios, necessidade e enfim a idolatria. Claro, o oposto também acontece, e com tanta ou maior frequência. Mas parece ser inútil!!

Há casos em que a pessoa, fragilizada pela ausência de qualidades em outras áreas, atrela todo e qualquer momento e possibilidade de aceitação ao instrumento. Tanto é, que todo mundo conhece alguém que longe do instrumento é como se estivesse nu. Na verdade, a musicalidade ou a linguagem artística deveria ser uma extensão do que você pensa, não o contrário.

Se você já deu alguns bons

passos no pântano, sabe o quanto cada minuto a mais, pode decretar o fim de uma mudança, ou viver a vida de uma outra forma, sob outro holofote. Uma outra área enquanto a música seria um caminho paralelo.

Se você viu o surgimento das novas tecnologias, a moeda “tempo” valorizar mais e mais, você também sabe que os motivos e ganchos dos músicos de hoje são bem diferentes de vinte ou trinta anos atrás. A imagem, o marketing, a gestão e a condução de sua carreira. Entender SEO, Google ads, algoritmos e código Java parecem um pouco além para quem queria apenas ser o rock

Star da família.

O mercado muda rápido o suficiente para que você não absorva muita coisa a curto prazo. As contas se acumulam e a capa da Guitar Player parece cada vez mais distante. Seja sincero; o que faz você continuar?! A maioria sabe a resposta, mesmo que ela tenha sentidos diferentes para cada um. Mesmo assim continuamos atrelado ao vórtex da música. Incansáveis. Obstinados.

Se encararmos a música como um

Pacote extra de recursos (algo que os capítulos anteriores desmentem) a tônica de se expressar seria

um degrau a mais próximo ao intangível, o sublime e o divino. Mas ao contrário disso, o que vemos são lacunas de momentos de tensão. Autoestimas arranhadas após uma noite ruim, ou processos somatizados levados às últimas consequências. Mas no final é apenas música!!

A cruel necessidade de ser bom, o estigma e o medo abissal de não ser o que se espera, é quase sempre um artifício da mente. Um escudo que mantém artistas, seus egos e autoestima miseráveis, em pontos de ruptura. Tudo isso, afim de esconder verdades.

É necessário desligar todos recursos e travas de segurança. Mesmo que por um mísero segundo. Entender que música é oposto de medo, insegurança e sofrimento. Acreditar na capacidade, nas notas e a música na sua cabeça, nos sons antes mesmo da primeira nota soar, pode ser o primeiro degrau do seu muro de tijolos contra a própria tirania criada pela sua mente.

Só acreditar, pode não fazer de você o músico/artista que você espera, mas a confiança e atitude positiva, assim como o trabalho árduo, pode fazer com que você siga no caminho certo

por muito mais tempo.

Como dica final, eu diria que boa parte dos músicos começam pulando etapas cruciais no desenvolvimento de suas habilidades. Por ordem natural, partes complexas vem depois do que é básico. Então, faça o certo. Dedique-se ao básico. Tenha um bom chão como estrutura e aí sim, você estará apto pra voos maiores.

Ouça música, não pense só no seu instrumento. Trabalhe em prol da canção. Ouça o que toca com atenção, mas não autoflagele -se. Entenda as críticas. Escute pessoas experientes. Não crie

atalhos nem pense por um só minuto que você é especial. Cobre menos divirta-se mais. Nem sempre é sobre técnica ou autoafirmação. E por último mas não menos importante; a música é maior do que qualquer processo acadêmico existente. Seja honesto e trabalhe duro.

Milhares de pessoas cultivam a música; poucas porém tem a revelação dessa grande arte.

Ludwig Van

Beethoven

“ Trecho do livro Mindset Guitar – Luís Maldonalle” disponível na Amazon.com.br

Abraço L.M

Papo de Guitarrista – Workshop Fusion Studio

Acontece neste sábado dia 19 no Fusion Studio o Workshop intitulado “Papo de Guitarrista”. Acho muito apropriado, afinal, uma das metas do meu envolvimento artístico com esse tipo de viés artístico é exatamente desmistificá-lo como processo cultural ímpar, e nada melhor do que um bate-papo para isso. Sendo assim, a oportunidade é incrível.

Outro fato que merece relevância foi a lotação antecipada das vagas para o evento. Em se tratando de Workshop de guitarra com nome local, um feito, mesmo que esse número seja reduzido.

Com a casa lotada, o evento será transmitido pelo Instagram (@maldonalle e @fusionstudio1)para que mais pessoas possam não só acompanhar como interagir.

Para todos que acompanharem haverá o sorteio do E-book recém lançado MINDSET GUITAR – tanto para os presentes como via Transmissão ao vivo.

Enfim, uma grande e real oportunidade para um engajamento musical direcionado à guitarra em um meio já desfigurado em quase sua totalidade.

Fica aqui desde já, o meu muito obrigado ao Alex do Fusion Studio por ter comprado a ideia e arriscado, e a todos que fizeram questão de estarem juntos nessa empreitada. A música e a guitarra agradecem.

Sábado 19

16:00

Fusion studio

L.M

2019 e os primeiros posts

A roda não pode parar, e com ela o início do ano. De volta ao trabalho e a geração de conteúdo voltado à guitarra, postei dois vídeos; o primeiro uma homenagem aos alemães do Scorpions em especial a fase dos anos 1970 e Uli Jon Roth, aqui, na minha já conhecida versão sueca. Uma ótima maneira de iniciar o ano, na minha opinião.

Logo depois uma dica sobre arpegios, de uma forma simplificada pra quem é iniciante e depara-se com o assunto por agora.

No mais, fica a esperança de um grande ano e de infindáveis possibilidades musicais. \../

Siga nos no Instagram @maldonalle

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https://www.facebook.com/Mindset-Guitar-1907310252688240/

Feliz 2019

Abraço L.M

Mindset Guitar lançamento

Mindset guitar é uma oportunidade para músicos e artistas aplicarem através de uma abordagem simples e direta o conceito de mindset ao contexto musical.

Com anos de experiência no instrumento e relevância em sua cena local, Maldonalle faz um link com conceitos psicológicos, frameworks e metodologias de sucesso abordada por grandes empreendedores, até uma ótica pessoal e de esclarecimento sobre processos de desenvolvimento e Music Business. Um grande pontapé artístico no quesito capacitação artístico musical.

O lançamento é quarta feira dia 12 na Amazon.com.br