Hats off to Yngwie

  
Quase sempre na arte prevalece a afinidade. Instintivamente escolhemos aquilo com que nos identificamos. Minha relação com Yngwie Johan Malmsteen (Yngve) teve o primeiro contato em 1987, em uma fita K-7 com o álbum Trilogy. Mas em 1988, através do Rising Force e Odissey, a coisa ficou séria. Gastei uma enormidade de tempo em minha vida, tentando emular frases, vibratos e bends do Sueco, o que na minha criteriosa avaliação, acabou em uma aventura sem muito êxito. Mas foi através da disciplina rígida do “cara” que mudou o jogo no instrumento nos anos 1980, que conheci uma série de conceitos, teorias e o duro labor da repetição eterna. Se você também carrega a maldição de se expressar através de um instrumento na arte, sabe o quão próximos da tarefa de Sísifo, estamos. 

Yngwie, que além de ser um nome de um deus Viking, é um nome que soa datado para os dias de hoje na Suécia, algo como Reginaldo ou Adoniran por aqui, eu presumo. O nome, segundo a lenda, foi uma homenagem a um antigo namorado de Rigmor, mãe de Yngwie. 

Malmsteen (que é o sobrenome de solteira de sua mãe) adotou o home schooling já aquela época, se especializando em matérias relacionadas a arte e dedicando ao máximo a paixão pelo instrumento. 

No decorrer da trajetória muito foi dito, e Yngwie acabou colecionando dissabores e desafetos no cenário musical ao longo da carreira. Há duas biografias recentes disponíveis para quem deseja ter suas próprias conclusões. Uma feita por um jornalistas sueco: Anders Tengner intitulada As Above so Below com prefácio de Joey Lynn Turner. A outra, autorizada, foi escrita pelo próprio Malmsteen e traz o título de Relentless que resume bem o espírito do guitarrista, e segundo ele mesmo, é um ponto final sobre o que é verdade ou não, além de uma carta de amor à América.  
  
No momento, Yngwie excursiona com a tour do disco World of Fire. 
A projeção, assim como a importância do sueco para a esfera musical da guitarra, é inegável, mesmo que um ou outro, ainda que não se aprofundem na obra, fazem questão de criticá-lo. Aos menos avisados, Malmsteen já havia chegado ao topo nos idos dos anos 1980 com apenas 22 anos. 

Quer você queira ou não, hoje é um dia de festa nas seis cordas. Reverencio e parabenizo os 54 anos intensos e musicais de Yngwie Malmsteen. E ao som de Little Savage, saúdo o eterno ” Jovem Chefe Viking”. 

Hail to the King!!! 

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