Mérito infame – entre foices e gritos 

  
Eis aqui o que tenho pensado. 

Do homem das cavernas, deuses antigos e runas esquecidas até o whatsapp, muito foi empurrado garganta adentro pra acreditarmos que houve evolução. Ou algo próximo de um significativo processo evolutivo. Em suma, que o mundo se tornou um lugar melhor. 

Bom, se por um lado o tacape e o alimento se transformou numa ida ao mercado sem ser destroçado por uma criatura pré-histórica, há seu fundo de razão. 
Os mais empolgados, inclusive estudiosos (não que isso queira dizer muita coisa) acreditam que o Iluminismo por exemplo, foi a grande vela da sabedoria em um mundo de escuridão intelectual. Aqui, vale lembrar que o grande momento da humanidade começou com o aumento no preço do pão. E não muito tempo depois, o nosso grande avanço intelectual (claro, sempre travestido de boas intenções chamadas de revolução) tinha uma série de cabeças decepadas espetadas em lanças. Inclusive do próprio Robespierre, responsável pela algazarra. 

A linguagem também sofreu uma ruptura ao longo do tempo. Dostoievisky e Hemingway deram lugar aos parágrafos amontoados de rasuras e lágrimas pueris para gordinhas adolescentes e desmiolados de plantão. 

O reflexo disso? Que tal 80 % dos jovens do ensino médio como macacos em cima de galhos à espera do que fazer? 

Sugestão; catar piolho no macaco ao lado. 

Narrativas estúpidas e mobrais sendo amontoadas em um espiral de demência e idiotização sem fim. Quase sempre aplaudidas de pé pela professora de bigode. 

Mas não se preocupe, um sorriso no instagram, uma foto que desconstrua toda a sua ignorância lhe elevando ao patamar de ” feliz”, pode muito bem dar conta disso. 
No campo do que alguns chamam de música (o eterno consolo da alma sugerido por Niechtze), o ritmo e o engasgamento mental é semelhante. 

Uma breve ” googlada ” e você percebe que mesmo em lugares como Serra Leoa, Haiti, Somália, Iêmen, Costa do Marfim, não temos movimentos tão decerebrados onde idiotas sem o mínimo de postura (talento nem vem ao caso) são tratados como celebridades. Aqui , eu poderia fazer uma lista monstruosas com boa parte desses dejetos. Mas o tempo urge. 

Sendo assim, não se preocupe. Boa parte das pessoas que consomem essa lavagem no nosso “chiqueiro cultural”, estão longe, e talvez passem a vida toda sem -ter a chance-, sequer de conhecer expoentes de alguns estilos por aí. Assim como jamais, repito; jamais conhecerão o fulgor e a mágica dos livros. Um bom exemplo disso, é que pra quem regurgita a sofrível e enfadonha alegoria do futebol, alimentando não só a esparrela de vegetais bons de drible, mas como a rivalidade, é melhor pensar (ihhhhh fudeu) melhor. Os nossos hermanos estão à frente, não só são mais politizados, como só em Buenos Aires, há mais livrarias do que em todo Brasil. Bom, o jeito é mais uma foto no instagram. 
#começandoostrabalhos (essa é campeã).

A ruptura continua em todo tipo de esfera. Por aqui, o termo “filósofo”, se transformou em algo próximo ao estrelato. Sobretudo com gordas tetas acadêmicas borrifando leite na cara dos canalhas. A Usp (que em cinquenta anos não produz absolutamente nada que preste) que o diga. Um terno, postura covarde e frases de efeitos e voilá, você é um filósofo. Um calhorda vagabundo com trejeitos caricatos e tom de pilantrice. Muito disso fomentado pela carência e estupidez adolescente devidamente doutrinada por uma asquerosa agenda de esquerda, sob a tutela de retardados se dizendo moralmente superiores. 

Nas redes sociais, conseguimos dar vozes e textões, boa parte redigida apenas por miolos abandonados, e de desesperada cognição. Viva os 80% de burros em caras escolas, um bando de infelizes ressentidos, “especialistas do nada”. Leitores de manchetes. Papagaios oportunistas ganhando likes e views por asneiras e mediocridades sem fim. O estúpido orgulho de ser burro!
Na violência temos o único fundo de verdade apocalíptica do qual viemos. 

Eis aqui, caro leitores inexistentes, o grande ponto de verdade absoluta irresoluto. O homem no epicentro dessa merda abissal ao qual se referia (de forma mais elegante, é claro), Kant. 
Primeiro matamos pela comida. Depois por um pedaço de terra, no final, mesmo que justificassem via ideologia e poder, é meramente por prazer. Acreditem. 
#perdeuplayboy

Causa, era o termo do qual todo jovem via a esperança brilhando na ponta do anzol. E pouco mudou desde o surgimento do fascismo, propositadamente ignorado como um movimento de esquerda, ou o Nazismo como filhote do comunismo, ou até a violência de rua glorificada nos anos 1960 pela “nova esquerda“. 

A agitação em forma de barbárie imposta por falastrões e frustrados como Tom Hayden, Saul Alinsky, Mark Rudd, Norman Mailler, F.T.Marinetti, Ted Geld, Abbie Hoffman e Jerry Rubin, são vistas hoje em grande escala. De certa forma, sistematizadas e até amparadas pela lei. Assassinatos de policiais, depredações públicas e faculdades, um processo rígido de intimidação com reitores, professores (quando não são de esquerda), alunos, tudo devidamente mancomunado com a mídia, cada vez mais declarada e subserviente aos planos da agenda, estão longe de ser uma novidade. E, por muito, foi o mote no famigerado auge dos anos 1960, onde paz e amor significava nas entrelinhas “derramamento de sangue e choque”.

Ademais, a sociedade sucumbe miseravelmente, e o pior, sem noção disso, da convalescência da “pseudo ciência social”. Termos e discursos são enraizados no cerne do julgo popular, fazendo com que tudo aquilo que vá contra a retórica plantada soe reacionário, fascista ou qualquer outro tipo de xingamento , na repetitiva falta de argumento. 

Do alto da nossa empáfia e medo destoamos dos animais sim, mas não por pensar. É quase o inverso disso. Clichês, migalhas e frustrações dão o tom sombrio onde quer que os olhos vão. 

De nada adiantou o empirismo de Francis Bacon e sua revisitação por Dewey. O idealismo alemão, o romantismo. Ou a ladainha repugnante de Russeau e Maquiavel, este último, diga-se de passagem, um perdedor nato. Desde sempre, falhamos miseravelmente em ser decentes. 

Sem armas e à mercê de uma jurisdição protetora de infratores sem escrúpulos, somos cervos na floresta diante às afiadas presas do felino. 

No mais, me resta questionar; de que lado você está? E não me refiro ao espectro político que quase nada diz. 

Quando o meliante armado invadir a sua casa, e você gentilmente lhe oferecer sua vida, eu pergunto; de que lado você está? 

Quando a religião da paz apedrejar uma mulher adúltera (é direito segundo a Sharia) cercada de curiosos sem nada fazer, eu pergunto; de que lado você vai estar? 

Quando a sua filha de três anos entrar no sugestivo banheiro “Trans” com um pedófilo de 56 anos com sorriso enviesado, e ainda assim, achar normal, de que lado você vai estar, porra?! 

Diferente do mito de Platão, ainda estamos na caverna. Com mais luxo, é verdade. Nossas fuças iluminadas pela tela de retina sempre à mercê do “cyber momento”. 

Resta sonhar em não terminarmos com as cabeças espetadas em lanças, no clássico desejo de morrer pela espada. 

Luis Maldonalle

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s