Idiota útil – a sina carmesim e a burrice escarlate 

  

Mesmo sabendo o quanto isso pode ser difícil, imagine, mesmo que por um só segundo, que você realmente é tão especial quanto você acha. Ou, ao menos o quanto gostaria, tanto faz. No final, infelizmente, muita coisa vai se resumir em idéias e pessoas. Na verdade, mais em pessoas do que ideias. 
O difícil aqui em questão, não é imaginar, já que você vive dessa forma há um tempo, o difícil é não se achar especial. 
Acredite ou não, o rock já teve um papel transformador, quando os tablets e telas de retina ainda não espocavam vidas adentro desde o berço.
Da velha camiseta preta com estampas clássicas e cheiro de naftalina, vinil (a velha bolachona) em mãos, e toda vontade – nunca suficiente-, de mudar o mundo, até os modelitos semi efeminados de hoje onde o azul e rosa são meras opressões oligárquicas em um mundo ditado pelo “no sense” capilar, o rock de hoje perdeu seu espaço pra prosa estupidificada no formato crackêro em poderosas performances “epilépticas” do rap. 
É nois irmão, responsa na quebrada, salve os mano, tá ligado ???
Pois é. Sinto muito. E caso você se incomode (particularmente eu acho que vai), alguma secretaria especial recém-criada e nada a ver, mas com uma verbinha bem polpuda, vai tentar empurrar goela abaixo algo sobre multiculturalismo, liberdade de gênero e coisas do tipo. O tal do politicamente correto de merda, que é bem-vindo (quase como um botão do pânico) pra situações onde não exista argumento ou bom senso. 
Sinto muito em ser o responsável por furar sua bolha. Abrir a porta da realidade na sua fuça (cá entre nós, tá mais do que passando da hora, né?).Mundo escancarado, é hora da dor.
Mas essa é sua chance, cara! Mostre quem você é. Leia uma manchete e vomite meia dúzia de frases desconexas em seu vil e mal fadado processo cognitivo. Você agora tem uma missão. Foi prendado com anos de doutrinação em um amplo e poderoso sistema de burrice. Procure lá no fundo da mente. Onde seu amendoim solitário trava uma batalha campal com sua cabeça murcha. 
Aos poucos você consegue unir algumas letras. Eu sei… Sua cabeça está te matando. Muito antes do iluminismo isso foi compreendido como ” pensamento”. Está distante de você. E talvez nunca o compreenda. Mas não se preocupe. Eles lhe disseram que o individualismo não importa. A mensagem de ódio funciona melhor em bando. Sim, bando. Como animais. Vamos!!!! Não desista agora! É sua escolha, você nasceu pra ser burro. Não deixe que ninguém lhe diga o contrário. 
O cetro da ignorância, sua coroa de “idiota útil ” pesando sobre a sua cabeça vermelha e vazia. 
De longe você avista um grupo. Você se identifica com eles. Seu coração dispara. O orgulho escarlate pulsando forte. Eles se aproximam de alguém que discorda deles e o agridem. Incessantemente. A coisa fica feia. Você não se sente tão bem com isso. Mas alguém grita que não há “revolução sem sangue”. Você sente que há algo errado. Mas as palavras se agrupam de forma estranha em sua cabeça murcha. O grupo agora faz um círculo em volta da vítima. Posso chamar assim…vítima? E um mais exaltado, o que acerta a costela repetidamente em chutes violentos, grita ; FASCISTA, FASCISTA!!!!
Uma mulher ao lado dele (redonda como um balão) com expressão petrificada de ódio e um sorriso doentio, além do suvaco cabeludo é claro, tem os dizeres: direitos humanos sempre, estampados na camiseta que cobre a silhueta rechonchuda. 
Passado a tormenta eles o abandonam no chão. O rosto coberto selvagemente empapado de sangue. Unidos, seguem adiante. 

Por um momento seus olhos ainda arregalados seguem os gafanhotos cobertos de sangue. Sedentos, cruéis, covardes. A praga…
Aquilo era a vida real. Seu corpo treme. O medo o abraça em sua totalidade. Com passos lentos você caminha em direção ao corpo deixado pra trás. Bem-vindo à culpa, sua consciência lhe diz. 
Logo abaixo de você jaz o corpo sem vida do rapaz. Não devia ter mais que vinte e poucos anos. Você afasta os olhos do que antes fora o seu rosto. Estraçalhado. Era difícil entender o que era queixo, boca ou nariz. Seus olhos vão ao encontro da turba de gafanhotos um pouco à frente. Palavras de ordem (ignorância e caos na verdade) ecoam. O exaltado que chutara as costelas do ” morto” erguia um cartaz; “viva o movimento LGBT“. Rapidamente você encara o morto uma vez mais. Pra seu espanto, sua camisa dizia; Gay de direita, e dai?!!!!
Vida que segue, morto que fica, caos que se instala, imbecilidade que domina…
Não é preciso evocar Kant e teorizar tudo que existe. Mas talvez pra revoluções, a coleira em seu frágil pescoço, apertando sempre que você ameaça deixar de ser idiota e útil, diz que não há mais o que fazer.
Eu sinto muito, de verdade. Em suma; você não é especial. Muito menos a merda de uma ideologia.
Lembre-se: sempre haverá uma voz sem razão a gritar – não há revolução sem sangue!
(a) Foi-se o martelo!!!
As classes e as raças fracas demais para conduzir as novas condições de vida devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário”.

                    Karl ” equivocado” Marx

L.M

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