BAchrock and Blues

Na próxima sexta dia 16 acontece no Biere Live Music Pub uma edição do que resolvi chamar de Bachrock and blues. O título é simples. A junção do clássico barroco com pegada neoclássica através de canções do Viking sueco e o velho blues. O projeto é capitaneado por mim e Lucas Cezílio (The Mason Dixon Gang).

A casa, o super pub estruturado Biere no parque Flamboyant. Todos os atrativos saltam aos olhos; entrada franca, estrutura, dobradinha de chopp, participações especiais, um local incrível e música de primeira.

Pra fechar com chave de ouro o terceiro decanato de Leão, eu aproveito pra comemorar o aniversário dia 15 ( a fatídica volta incansável do ponteiro) na sexta 16 de agosto, em uma oportunidade pra lá de especial.

O set foi pensado com carinho e promete surpresas. A intenção é deixar o maestro Viking orgulhoso e a turma redneck do Mississipi em êxtase. Pra isso, eu conto com a presença, a fé depositada e o carinho de todos (além de alguns participações especiais).

Eu e o Lucas aguardamos cada um de vocês na sexta com strato na mão, Malmsteen e muito blues na agulha!!! PLAY LOUD#

L.M

BACHROCK AND BLUES ( Luís Maldonalle/ Lucas Cezilio ) participação banda Tyu

BIERE PUB

SEXTA 16

21:00 HORAS

ENTRADA FRANCA

DOBRADINHA DE CHOPP

Live exclusiva Instagramo

Hoje às 21 horas no Instagram farei uma Live, um bate papo com alguns assuntos interessantes em pauta. Entre eles, Mindset guitar, o conceito, e um pouco sobre o E-book lançado recentemente. Tempo de estudo e Music Business( uma realidade hoje em dia).

Claro que também aproveitarei para dar detalhes e explicar sobre o lançamento do curso Sweep Master secret. A oportunidade de troca de informações e pormenores relacionados à situações musicais e artísticas é enorme. E o momento é de engajamento e interação.

A Live terá espaço para perguntas e esclarecimentos de dúvidas.

Sendo assim e convite feito, aguardo vocês hoje às 21 horas no Instagram @maldonalle

Abraços e nos vemos na Live

L.M

Participe do grupo de lançamento do curso

https://chat.whatsapp.com/invite/LGVHL0X0xItAUNUuztxWMo

Sweep Master Secrets

SWEEP MASTER SECRET

Os exercícios encontrados aqui, os dez exemplos, são na sua maioria, práticos e funcionais. São formatos já testados e aplicados em situações musicais (harmônicas) diversas, ao longo dos meus trinta anos musicais.

O upgrade técnico é atrelado ao processo de desenvolvimento durante todo o aprendizado. Ou seja, a repetição é imperativa. Porém é funcional.

Claro, que sem o comprometimento e disciplina, os resultados não virão. Mas isso é uma máxima dos estudos em geral.

A ideia central é ter um leque de opção disponível para diferentes tipos e situações musicais em um contexto mais rock, apesar da sonoridade específica dos arpegios em questão.

O link pra acessar o grupo de lançamento no WhatsApp está na Bio.

Abraço, bons estudos e seja bem vindo !!!

Link do chat Faça parte e saiba mais

http://bit.ly/2Kjj76A

Link de venda

http://bit.ly/2OGxEgY

@maldonalle

L.M

Malmsteen X Satriani

Sábado dia 03 de Agosto esse embate épico com dois dos maiores representantes da guitarra instrumental originalmente dos anos 1980 acontece no coração do cerrado. Porém, no formato tributo e feito por dois antigos nomes das seis cordas locais. Eu, Luís Maldonalle e Geovane Fernandes. Pra mim, é um feito imenso não só capitanear esse projeto como estar ao lado de um amigo, e outro baluarte da guitarra local. Após três décadas, continuamos firmes e impávidos diante a modernidade e a escolha pelo caminho artístico porém, um tanto marginalizado. Claro que vários nomes presentes na cena poderiam brilhar diante de tal tarefa. Mas o fato de originalmente sermos da época em que tudo isso surgiu, nos dá uma leve vantagem além de credibilidade diante tamanho compromisso.

A ideia além do link motivacional, é o resgate de um movimento onde a guitarra era o carro-chefe de uma geração. Algo nada em voga por esses dias.

A coisa toda do ‘’ versus’’ e o embate não passa de mero chamariz e uma convenção artística embuída de marketing. É na verdade uma celebração. Um convite a um estilo praticamente deixado de lado com o passar dos anos. E que ainda com toda certeza arde em nossos corações.

Far beyond The sun, Always with me, Evil Eye e Surfing with The alien vão ecoar através de nossas limitações, falhas e dedicação, não só nessa noite especial como para sempre através dos ícones originais. Nossa missão? A homenagem, resgate e a celebração à arte e a amizade.

Desde já agradeço ao Marlos Hiroshy e a Monkey pela oportunidade. No mais, estão todos convidados. Eu, em seus lugares, não perderia.

L.M

Malmsteen X Satriani ( Luís Maldonalle e Geovane Fernandes)

Local Monkey

Data 03/08

Horário 21:00 horas

De Volta ao Jogo

Eu sempre fui um rebelde de coração. Referências, reflexos, paixões e vícios se tornaram um feixo de luz sem fim diante a jornada. E no fim, com base em uma moral avassaladora, isso se tornou um molde, um dos bons eu me refiro. Claro, que diante o senso comum, e a eterna torcida contra, algo muito comum por aqui, críticas e desentendimentos não faltarão. Mas isso é um problema de cunho quase sempre pessoal , não reflete a sua realidade e faz parte do jogo. Jogo!!! Na verdade, é disso que gostaria de falar.

De tempos em tempos um período sabático se faz necessário. Reconsiderar critérios, medidas e valores. Resumindo; se reinventar. E sempre que o mundo balança, e a escuridão sorrir para você como uma bela dama de grossos lábios vermelhos, a música ressurge com sua luz devastadora. Um norte, épico e único com a ímpar capacidade de alavancar desejos, vontades e sonhos.

E lá está você depois de anos a fio, embasbacado não com o que o mundo e o seu entorno lhe oferece em dor e sofrimento. Mas sim, na disparidade única da beleza artística, o simples ressoar de tons, acordes ou a longevidade de uma nota rara. A capacidade, a vibração, o arrepio, é pra poucos, isso é um fato. E é aí que você entra. Não por se achar especial. Mas apenas se sentir grato por perceber o acachapante e minucioso detalhe envolvido em todo o processo, porém, infinitamente distante para qualquer tipo de “forasteiro artístico”. Você pode sim, à sua maneira ‘’social networking’’ comprar seu lugar na música, o que não significa que ela irá sorrir pra você. É como disse, mudar o jogo é pra poucos. Mas a real profundidade da dor vai muito além do corte que se vê.

Sendo assim, o segundo semestre desponta com um brilho diferente para mim. Algo como um caloroso abraço com sorriso ao canto da boca. A agenda cheia em agosto e setembro é um sinal claro disso. Principalmente por ser um nicho subestimado. Quase invisível. Mas, cabe a você o que e quanto determinar disso tudo. Claro que, espectros sombrios e almas vis remexerão em agonia extrema diante tal feixe de luz, como de costume.

A realidade por aqui, ou o que acontece no mundo real, fora da bolha de ficção ou o famigerado mundo da lua com megalomania, ainda é uma página em branco. Preenchê-la pode não fazer muita diferença. A caixa preta do avião ‘’ arte’’ é feita de espinhos e dissabores. As lições são mais mentais e de leitura do que qualquer outra coisa. O esquecimento ou a máxima do ‘’tanto faz ‘’, uma certeza. A era do ressentimento deveria ser pulverizada por generosidade e grandes corações. Infelizmente o que temos é o inverso desse cenário.

Na música, ou você aceita o alvo nas costas e carrega o mundo sobre os ombros, pagando toda sorte de preço, sendo tão bom que eles não podem te ignorar, ou; você se rende a vilania galgando o cume da montanha de hipocrisia, estampando a mediocridade e um imenso saco de mentiras onde quer que vá. Eu, há muito escolhi a primeira opção. Mas não julgo quem não o fez. Heroísmo artístico é tão raro quanto talento. É como dizia Andy Warhol; tudo tem sua beleza, mas nem todo mundo consegue ver. Já eu, digo ; No final o que fica é quem você é não quem você gostaria de ser.

L.M

Herói Descartável

Já se perguntou quanto vale seu comprometimento ? Ou pelo menos o que entendem pelo seu comprometimento, mesmo que leituras equivocadas sejam feitas por olhos desavisados atropelando processos, impondo pontos de vista unilaterais ou sabotando momentos? Infelizmente a resposta é uma grande máxima; o que é importante para você pode não ser para mais ninguém, e você deveria acostumar – se a isso. Quanto antes melhor.

Para tentar se adequar ao tecido da realidade de uma forma menos dilaceradora, vão colocá-lo em algum formato já decidido. A famosa prateleira. Provavelmente, no intuito de achatá-lo socialmente, como no provérbio japonês onde o prego que se destaca é martelado para baixo.

O provérbio aqui, é uma alusão à crítica ou uma forma de lidar/entender a competência ou sucesso alheio. O que aos poucos vai se tornando um dos grandes problemas da atualidade. Ao menos no que diz respeito a capacidade e seus reveses.

A alta performance musical, fruto de décadas de trabalho, é um mérito inegociável ao longo de sua jornada. Boa parte dos artistas no afã de serem aceitos, e assim deslancharem a carreira, acreditam que a alta performance aliada ao seu sacrifício pessoal, os levarão ao mais alto patamar musical (mesmo que não apresentem capacidade para tal). O que acaba sendo um erro devastador tão logo o dia termine. Há uma escolha antes do processo. E dificilmente um acontece sem o outro. O caminho é feito de espinhos e tormenta por toda a trajetória, não se engane. Por tanto, ao atingir o objetivo, por mais louvável que isso seja, não te faz especial. Na verdade, nada faz.

Parafraseando Buckowiski que dizia que o pior que poderia acontecer a um escritor é conhecer outro escritor, da mesma forma a máxima se aplica ao guitarrista ou músico/ artista em geral. O problema reside quando pseudo artistas ou recém envolvidos no campo musical não levam em conta a trajetória ou expertise desse artista em questão. O resultado pode ser uma cicatriz longa, profunda e um espírito quebrado.

Rever o quadro, avaliar o todo mesmo em momentos de acerto, parece a melhor trajetória a longo prazo. Mesmo que poucos optem por esse caminho. Afinal, o sucesso para alguns é uma eterna e infalível receita de bolo.

Uma boa parcela do tempo o artista de alta performance toca pra leigos. Estabelecendo o conflito da alta performance com a invisibilidade do trabalho de artista terceirizado. O que o coloca no mesmo patamar, de uma maneira grosseira, do incapaz. Pra que a situação ganhe contornos ainda mais dramáticos, essa mesma leitura pode acontecer dentro dos seus próprios limites de ação, entre amigos e pessoas próximas.

A grande e arrebatadora verdade aqui, é que, mesmo acima de um hall de pessoas sem a mesma dedicação, trajetória ou até condição mínima, o fim é sempre certo para todos. Entre o Olimpo musical e a sarjeta do abandono, meia dúzia de licks, escalas ou um super e caro pedal antigo, em nada lhe ajudarão. Nessa hora, você vai torcer pra ser alguém de verdade; carne, osso e realidade.

O que eu quero dizer aqui, com os imprestáveis trinta anos de experiência, é que você deveria ser quem você nasceu para ser (Independente da pressão, das críticas e o desprezo). Não quem você desejaria, ou o que quer que pensem que você é. Abandonar o personagem é a diretriz máxima da verdade e sobrevivência artística.

Há um seta apontando vertiginosamente em direção ao caos, caso você se importe de verdade com o que pensam sobre você. É mais uma vez sobre ser você mesmo, e não o que falsamente esperam de você. A minha opinião invisível é que ninguém deveria dar ouvido a esse mar de covardes que se arrastam entre frestas e sombras. Afinal, como disse Churchill; você nunca vai chegar ao seu destino se parar e atirar pedras em cada cão que late.

L.M

O incômodo da verdade absoluta

Definitivamente a transparência e honestidade tem seus limites. Infelizmente. A grande verdade é que uma parcela imensa das pessoas, sobretudo as de senso comum, tem muita dificuldade em lidar com a verdade absoluta. Isso quer dizer que a realidade é um grande incômodo para elas.

A cultura padrão ou o livro do bom senso social, incita que para um convívio saudável, as pessoas esgarcem sorrisos falsos e se dediquem na obscuridade sem fim, pela sua desgraça absoluta (o que mostra de onde veio o sucesso das redes sociais). É claro, que alguns o fazem sem perceber, e não se dão conta da lacuna moral que os aflige. Portanto, um imenso Hall de desculpas se faz cada vez mais presente em todos esses círculos.

Há pessoas que investem boa parte do tempo na total desconstrução alheia, a maior parte desse tempo, travestida de conselhos, vida pessoal (geralmente um Zé ninguém com pose de bem sucedido) e boas intenções.

Na absoluta incapacidade de amar, essas pessoas são dotadas de dois mecanismos, algo como um sistema de defesa único e pessoal; o controle obsessivo/paranoia ou a frieza reptiliana (essa segunda gira em torno do não entendimento da sua própria cercania). Os dois quadros mostram facetas distintas de uma personalidade doentia. Fruto de um ambiente nocivo e destrutivo, provavelmente na adolescência, baseado em críticas, desprezo e o descrédito abissal.

Na busca frenética de terceirizarem o erro, estão sempre no encalço de culpados (pessoas próximas caem como uma luva). E assim, abstraem da realidade como um caramujo de volta à sua concha chamada ficção.

Inevitavelmente são o reflexo, a imagem ainda mais sombria, o destino devastador, de quem os moldou.

A dificuldade de seguir em frente com sonhos, projetos e missões, uma constante entre eles, revela muito mais do que simples inconstância. Assim, estão sempre presos à roda tortuosa do recomeço. Uma eterna tarefa de Sísifo. Porém, livres do fracasso, mas isso, apenas em suas mentes.

Não raro, projetam fantasmas inexistentes e rupturas sem sentido, tudo no breve e malfadado ‘’no sense”, de singrarem a Nau da tragédia em direção ao abismo. Esse tipo de coração sombrio pode engolir tudo à sua volta. Como um enorme buraco negro do horror.

Tal qual os clássicos psicopatas da literatura, podem até emular sentimentos, mas são incapazes de empatia pura e simples. Sobretudo a verdade absoluta. Como dizia Chesterton ; agir e criticar é fácil; difícil é pensar.

Mas o destino nada misericordioso reserva um lugar especial a esses infelizes : Solidão e ressentimento.

Mimados, medíocres e presunçosos, se tornam aquilo que mais tentaram evitar por toda a vida.

Meu conselho? Não espere que um vaso agradeça por colar os cacos e devolvê-lo à prateleira.

L.M

Live Instagram

Hoje às 20:00 horas no Instagram @maldonalle – farei uma Live. No repertório, clássicos e tracks lado B do sueco mais resiliente não só da Escandinávia mas de todo o Globo, Yngwie Malmsteen.

A ideia, e eu já venho fazendo isso há um tempo, é reforçar o estudo, que aconteceria de toda forma, mas aberto na plataforma do Instagram. O que permite durante aquela uma hora, ter um pouco mais de foco e concentração. Além é claro, de prestar uma homenagem artístico estilística ao meu herói da guitarra.

Se você tiver um tempo e puder aparecer será sempre bem-vindo. A Live também é aberta a bate-papo e interação, mesmo que os números e o fluxo beirem o desapontamento. 😦

Não é nada especial, mas dividir e compartilhar o compromisso me parece adequado. Espero vocês !!!

Live Instagram

Hoje Sexta-feira 17 de maio

Horário 20 horas

Instagram @maldonalle

L.M

O líder à frente da Banda

Hoje vou aproveitar a minha página em branco que é o blog, e a minha eterna invisibilidade como autor pra falar sobre a falsa generosidade, o receio da vitória alheia e o inimigo interior que quase sempre tudo bota a perder no cenário musical.

Você pode dividir projetos, sonhos e o que mais lhe for reservado, e no fim não conhecer muito sobre as pessoas que o cercam. Amigos de longa data podem atravessá-lo com a lâmina da traição sem que você sequer entenda como isso aconteceu. Assim como pessoas deixam sua vida sem uma única palavra.

Um navio Viking é içado ao mar através de dezenas de braços resilientes, mas à frente da proa, apenas um líder tem o olhar fixo no destino.

De tempos em tempos é necessário entender as mudanças, se adaptar e nunca perder a chama inicial que o trouxe até aqui. É o valor, a tradição e classicismo que fará diferença em tempos de modismos e tendências. E ziguezaguear nessa roda da fortuna, pode ser o seu fim.

O meio da música é repleto de armadilhas. De vaidade, e não raro, transborda em achismos, conformismo e falsos profetas com o poder da decisão. Algo como uma lanterna apagada na direção de um beco escuro e sem saída.

Se achar especial na música é quase como um suicídio artístico. Line ups clássicos que atravessaram turbulências e os ditames da época, gozam agora de credibilidade e reconhecimento, certamente a moeda fatal da longevidade musical.

Toda cena local terá sempre um urubu de plantão, um auto proclamado “ produtor cultural ” ou aquele festivalzeco que sempre rastejou na fresta da escuridão às custas de muito sangue alheio. A tez cada vez mais Alva, com o sangue ainda fresco de novas bandas em seu canino pontiagudo. Não acredite que pessoas assim, salvadores descolados, vão fazer algo por você. Se a música sorrir pra você, sorria de volta. O lugar dos vermes, é na sola da bota.

Uma banda é feita de dificuldades, descobertas, rompantes, entrega, idas e vindas, e no final, carinho e respeito. Nunca o desprezo ou o abandono. Nunca!

Nós somos os heróis. Todos nós que carregamos o sonho como um grande e pesado fardo sobre os ombros. Mesmo que seja uma só voz na multidão. É preciso acreditar, mesmo que todos apontem o contrário.

Os braços Vikings remam incansáveis, enquanto o líder, alvejado à frente da proa, segue incólume.

A opinião de fora, a crítica, e o ranço (o medo da vitória alheia), tentam entrar no grupo fechado como um vírus mortal. Uma simples piscadela, e o trabalho de décadas está comprometido.

É seu dever lutar até o fim. Acreditar. E atravessar o campo de batalha mesmo que isso custe a sua vida. Há uma família acreditando em você. É isso que o seu grupo é, uma família. Não os culpe por entenderem tarde demais. Afinal,há o mais belo dos adágios, ao fim dessa jornada. Acredite.

Aos meus irmãos Vikings de costas envergadas e remos em riste, eu digo: não ser compreendido pelo seu bando pode quebrar o seu espírito por um breve e dolorido momento, e isolá-lo como uma boia insana em alto mar. Mas também, pode lhe garantir por direito, um trono eterno à frente da proa.

L.M

Instagram – o voo do imbecil

Até onde vai um processo cognitivo de razoável aceitação ? Entre a vil escolha da bolha ficção e a dura realidade, boa parte de nós tem ficado com a segunda opção. Certamente entre a sofisticação da intelectualidade e o simplismo de afazeres cotidianos, temos enfiado o pé pela cabeça. Deveríamos arder de desejo pela literatura clássica, filósofos de ponta e historiadores comprometidos com a verdade. Mas ao invés disso, invertemos o padrão. Sofisticamos a imagem, o desejo, comida gourmetizada e foto de café com carinhas. Provavelmente no desgraçado afã de sermos aceitos e talvez, até, entendidos como casta de um sangue real, simplificamos ao ponto da imbecilidade o fatídico senso comum.

Enquanto a maioria dos pré-socráticos reviram no caixão, algum desavisado se torna a nova sensação em busca de likes nas redes sociais. O mais sacana e abjeto dos ratos se vende como um fabricante de generosidade movido pela sua incomum e acachapante moral superior. Finanças, vendas, estilo de vida, nômades e poliglotas, abarrotam a timeline do mais ignóbil dos mortais afim de esfregar a mudança e a grande oportunidade na sua cara estupefata.

A verdade é que a bolha em que vivem, um cabresto muito além dos olhos, não lhe permitem, ou melhor, os defendem da sinuosa realidade. Não raro, temos uma geração de idiotas lendo, pensando e escrevendo errado, e que mal sabem a diferença entre dever e direito.

O mix irreversível entre marketing pessoal e o significado de venda, sobretudo em uma sociedade abarrotada de adultos infantis, direciona não só as relações, afetividades e a cosmovisão, mas todo o seu significado infantil, para um público especificamente infantilizado. A mulher de cinquenta almejando chegar aos sessenta, com cabeça de vinte. Claro, a um passo do retardo(e dá-lhe materialismo). Vende-se a felicidade e o sucesso como uma espécie de commodities.

Jordan Peterson e Theodore Darymple respectivamente nos livros; As doze regras da vida e Podres de Mimados, nos dão uma ideia concisa e abrangente do que realmente está acontecendo. Há quem ache, no mais alto grau de descolamento da realidade, provavelmente com o intuito de estender o mérito de seu DNA, que crianças de três anos que usam IPad são biologicamente mais desenvolvidas. De concreto no estudo sobre isso, nada. Mas a vontade de ser especial vai muito além das estatísticas e literatura específica. Como resultado, uma parcela significativa da população se encontra confusa, e insatisfeita com a própria auto imagem projetada no que antes era apenas um projeto de marketing pessoal.

Por mais que a receita de bolo seja previsível, há ainda a bestificação e a esperança da consagração ou o simples eternizar de momentos em fotos ou vídeos, todos devidamente editados diante da hipocrisia e mentira. Você tem um minuto pra fingir que é feliz. 🙂

Mongolóides imbecis com o cabelo azul aos montes, cagam regras e desencorajam crianças a serem corretas, mostrando o seu deturpado e sem caráter, caminho fácil. A falsidade progressista estampada em cada trejeito analfabeto. Tudo isso, na aclamada posição de YouTuber. Ou se preferir, especificamente nesse caso, um idiota digital.

Na época de maior prosperidade e desenvolvimento da sociedade temos a maior carga de vitimismo e ingratidão. No país em que há o horror pelo conhecimento e um amor sem fim pelos pseudos intelectuais, não se pode esperar muito. Alfinetar os desafetos com uma vida bem sucedida no Instagram, mesmo que isso não traduza a sua realidade, parece ser a missão. Se esforçar em ser o que não é.

Com o voo do imbecil cada vez mais presente na sua timeline, stories e coisas do tipo, conseguiram elevar a rede a um inferno ao alcance de todos.

L.M